
"Charlie Chaplin certa vez tirou terceiro lugar num concurso de sósias de Charlie Chaplin."

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. 
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!"

O sistema Shibboleth possibilita a autenticação do usuário, repassando ao sistema de destino os atributos necessários, sem que dados sensíveis (login/senha, chave privada, etc.) transitem por este útimo. A forma como pronunciamos determinada palavra indica nossa procedência, Jefté (alguns anos antes de Cristo) usou a palavra shibboleth como senha, para identificar os "infiltrados". Vejam o porquê: "os efraimitas e os gileaditas falavam o mesmo idioma, porém havia entre os efraimitas o que hoje chamamos de dislalia (transtorno na articulação das palavras). As palavras que tinham som de “chi.” eram pronunciadas por eles, com o som de “si,” e, ao invés de falarem chi-bo-lé, eles pronunciavam, si-bo-lé, o que denunciava sua origem e os condenava." A história registra a morte de milhares de efraimitas.
"Sem as utopias de outras épocas, os homens ainda viveriam em cavernas, miseráveis e nus. Foram os utopistas que traçaram as linhas da primeira cidade... Sonhos generosos geram realidades benéficas... A utopia é o princípio de todo progresso e o ensaio de um futuro melhor."
"A maioria só reconhece a minoria se esta reconhecer os direitos da maioria. Se isso não ocorre, a situação não se define senão por uma relação de forças." p. 178“O que é o eu? Um homem que se põe à janela para ver os passantes, se eu estiver passando, posso dizer que ele está ali para ver-me? Não: pois ele não pensa em mim em particular. Mas aquele que ama uma pessoa por causa de sua beleza a ama? Não: pois a varíola, que matará a beleza sem matar a pessoa, fará com que ele não a ame mais. E se me amam por meu juízo, por minha memória, amam a mim? Não, pois posso perder essas qualidades sem me perder. Onde está, pois, esse eu, se não se encontra nem em meu corpo nem em minha alma? E como amar o corpo ou a alma, senão por essas qualidades, que não são absolutamente o que faz o eu, já que elas são perecíveis? Pois amariam a substância da alma de uma pessoa abstratamente, e algumas qualidades que nela existissem? Não é possível e seria injusto. Portanto, nunca se ama a pessoa, mas somente as qualidades. Que não se zombe mais, portanto, dos que se fazem homenagear por seus cargos e funções, pois só se ama alguém por qualidades de empréstimo.” (Pascal, in Aprender a viver. p. 290-291).

Poema da Gare de AstapovoO velho Leon Tolstoi
Fugiu de casa aos oitenta anos*
E foi morrer na Gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo
Contra uma parede nua...
Sentou-se ...e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo tão sozinho aquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali a sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso,
O grande Velho,
E quem sabe se até não morreu feliz:
ele fugiu... Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade*...
Não são todos que realizam os velhos sonhos da infância!
Mário Quintana
*82 anos (grifo meu)
“Seria mais fácil fazer como todo mundo faz:
o caminho mais curto, produto que rende mais
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz:
um tiro certeiro, modelo que vende maisMas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da tv,
morremos de rir no horário eleitoralSeria mais fácil fazer como todo mundo faz:
sem sair do sofá, deixar a ferrari pra trás
Seria mais fácil, como todo mundo faz:
o milésimo gol sentado na mesa de um barMas nós vibramos em outra freqüência,
sabemos que não é bem assim
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim…“

"...Os fugazes instantes de comunhão ante a beleza que algumas vezes experimentamos ao lado de outros homens, os momentos de solidariedade ante a dor, são como frágeis e transitórias pontes sobre o abismo sem fundo da solidão...Por que se há de alcançar o absoluto, como dizem os filósofos, mediante o conhecimento racional de todas as experiências, e não por algum êxtase repentino e instantâneo que ilumine subitamente os vastos domínios do absoluto? (...) Por que buscar o absoluto fora do tempo e não nesses instantes fugazes mas poderosos nos quais, ao escutar algumas notas musicais, ou ao ouvir a voz de um semelhante, sentimos que a vida tem um sentido absoluto?