20 de out. de 2009
18 de out. de 2009
Ausência
15 de out. de 2009
Nós
Rebuscamos a triste e velha história
dos nossos pobres corações defuntos,
que estes versos, nas horas de saudade,
prolonguem numa doce eternidade
os poucos mêses que vivemos juntos
Eu não sei quem tu és. Sonhei-te linda
amei-te em sonho e vivo neste sonho.
Para encontrar-te numa das infindas
pus-me a caminho, pálido e tristonho
Tu não sabes quem sou. Sonhas-me ainda
a alma triste dos versos que componho.
E, suspirando pela minha vinda,
pulsa, em teu peito o coração risonho".
Autoria: Guilherme de Almeida.
13 de out. de 2009
11 de out. de 2009
Funâmbulo

9 de out. de 2009
7 de out. de 2009
6 de out. de 2009
LEARN SOMETHING EVERY DAY
5 de out. de 2009
4 de out. de 2009
Quase lá

Tá chegando,
tá quase chegando a hora ....
3 de out. de 2009
O grande ditador
"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido...
2 de out. de 2009
Bibliotecárias

Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!"
1 de out. de 2009
Palavras afiadas
se ela invade,
fere,
rasga,
mata!
Pouco importa o tamanho da afronta
na frente, no front,
confronto
desgosto!
É brutal
é fatal
a palavra dura
que se traduz,
desafinada
desafiando
bem afiada
Causando tristeza e dor
amargura, desalento,
lamento com dissabor
29 de set. de 2009
Representatividade
28 de set. de 2009
Concepções do trabalho
João Calvino, vê o trabalho como garantia da eterna salvação.
Karl Marx denuncia-o como exploração, alienação!
Santo Agostinho- vê preceito religioso no trabalho, e que este, evita vícios profundos.
Já para Hegel o trabalho é a mediação entre o homem e o mundo.
Para terminar estas breves linhas de minha imatura reflexão:
Hannah Arendt, com labor, trabalho e ação.
Labor - processo biológico
Trabalho - processo de criação através da arte
Ação - domínio da atividade, em que o instrumento é o discurso, a voz e a palavra.
27 de set. de 2009
25 de set. de 2009
24 de set. de 2009
SHIBBOLETH

O sistema Shibboleth possibilita a autenticação do usuário, repassando ao sistema de destino os atributos necessários, sem que dados sensíveis (login/senha, chave privada, etc.) transitem por este útimo. A forma como pronunciamos determinada palavra indica nossa procedência, Jefté (alguns anos antes de Cristo) usou a palavra shibboleth como senha, para identificar os "infiltrados". Vejam o porquê: "os efraimitas e os gileaditas falavam o mesmo idioma, porém havia entre os efraimitas o que hoje chamamos de dislalia (transtorno na articulação das palavras). As palavras que tinham som de “chi.” eram pronunciadas por eles, com o som de “si,” e, ao invés de falarem chi-bo-lé, eles pronunciavam, si-bo-lé, o que denunciava sua origem e os condenava." A história registra a morte de milhares de efraimitas.
19 de set. de 2009
Au t o no mi a
sem vigilância, punição ou controle?
Como você agiria?
Se encontrasse o anel de Giges,
O quê você faria ???
18 de set. de 2009
15 de set. de 2009
Livros para devorar
Da Tanzânia para Ruanda, Angel para incrementar a renda familiar vende bolos intercalando descrição com observações amargas sobre Aids e disparidade econômica na África.
13 de set. de 2009
11 de set. de 2009
Quase c a o s
Tudo se ajusta mais
Caos na ordem
Ordem no caos
O que é a verdade?
Qual o referencial?
'Amar o próximo como a mim mesmo'
tudo mais é banal
Tudo se volatizou
como poeira no ar
Importa somente
AGORA!
aprender a viver
re-aprender a amar.
9 de set. de 2009
Duelo de titãs
8 de set. de 2009
Momentos
raramente acesso o face book
mas sou tentada a continuar
escrevendo nestas páginas virtuais
Quero deixar algo para a posteridade?
registrar minha longevidade................
Sei não, sei que, sei lá
Quando terminarão as postagens no meu blog
talvez com o fim do teu mundo
ou com meu último 'post'!
7 de set. de 2009
Do amor e outros demônios
'Não há remédio que cure o que a felicidade não cura'. p.51
'Nenhum louco é louco para quem aceita as razões
dele'. p.55
Há mundo do outro lado do mar e
do outro lado do mundo, mar.J&N
'As ideias não são de ninguém (...) Andam voando por aí como os anjos'. p.82
'Ás vezes atribuimos ao demônio certas coisas que não entendemos, sem cuidar que podem ser coisas que não entendemos de Deus'.
'Nada é mais útil que uma dúvida em tempo'. p.123
'Sempre entendi tudo, menos a morte'. p.162
Gabriel Garcia Marquez, em Do amor e outros demônios.
5 de set. de 2009
3 de set. de 2009
Tempos líquidos
"Sem as utopias de outras épocas, os homens ainda viveriam em cavernas, miseráveis e nus. Foram os utopistas que traçaram as linhas da primeira cidade... Sonhos generosos geram realidades benéficas... A utopia é o princípio de todo progresso e o ensaio de um futuro melhor."2 de set. de 2009
Um novo paradigma: para compreender o mundo de hoje
"A maioria só reconhece a minoria se esta reconhecer os direitos da maioria. Se isso não ocorre, a situação não se define senão por uma relação de forças." p. 178"Novos movimentos sociais - defendem a liberdade e a responsabilidade de cada indivíduo, sozinho ou em coletividade, contra a lógica impessoal do lucro e da concorrência. E também contra uma ordem estabelecida que decide o que é normal ou anormal, permitido ou proibido." p. 180
1 de set. de 2009
Reflexões sobre Aprender a Viver
"afastando-me de mim mesmo para compreender o outro, alargando o campo de minhas experiências, eu me singularizo, já que ultrapasso ao mesmo tempo o particular de minha condição de origem para aceder, se não à universalidade, pelo menos ao reconhecimento cada vez maior e mais rico das possibilidades que são da humanidade inteira."
“O que é o eu? Um homem que se põe à janela para ver os passantes, se eu estiver passando, posso dizer que ele está ali para ver-me? Não: pois ele não pensa em mim em particular. Mas aquele que ama uma pessoa por causa de sua beleza a ama? Não: pois a varíola, que matará a beleza sem matar a pessoa, fará com que ele não a ame mais. E se me amam por meu juízo, por minha memória, amam a mim? Não, pois posso perder essas qualidades sem me perder. Onde está, pois, esse eu, se não se encontra nem em meu corpo nem em minha alma? E como amar o corpo ou a alma, senão por essas qualidades, que não são absolutamente o que faz o eu, já que elas são perecíveis? Pois amariam a substância da alma de uma pessoa abstratamente, e algumas qualidades que nela existissem? Não é possível e seria injusto. Portanto, nunca se ama a pessoa, mas somente as qualidades. Que não se zombe mais, portanto, dos que se fazem homenagear por seus cargos e funções, pois só se ama alguém por qualidades de empréstimo.” (Pascal, in Aprender a viver. p. 290-291).
"Ora, é preciso que você compreenda bem que só a singularidade, que ultrapassa ao mesmo tempo o particular e o universal, pode ser objeto de amor." p.292















