
18 de set. de 2010
16 de set. de 2010
www.contosviolenciaurbana.blogspot.com
Segue o link do blog do usuário Sr. Glauco Schneider, que eventualmente comenta sua produção literária pelos corredors da Biblioteca. Leiam, mas não se choquem... é para chocar!
Divulgando blog: www.contosviolenciaurbana.blogspot.com
Tenho a melhor profissão e trabalho com o melhor produto: Informação!
9 de set. de 2010
29 de ago. de 2010
Não contem com o fim do livro
"Como o marquês de Fuscaldo tornou-se o homem mais sábio de seu tempo? Herdara do pai uma imensa biblioteca, mas ignorava-a solenemente. Um dia, ao abrir um livro por acaso, achou uma cédula de 2 mil liras entre duas páginas. Perguntou-se se o mesmo acontecia nos outros livros e passou o resto de sua vida folheando sistematicamente todos os livros que recebeu de herança. E foi assim que se tornou um poço de saber."
"A pessoa que entra na sua casa pela primeira vez, descobre sua imponente biblioteca e não acha nada melhor para lhe perguntar a não ser: `Você leu todos?`, conheço várias maneiras de responder. Um amigo respondia: `Mais, cavalheiro, mais.
Quanto a mim, tenho duas respostas. A primeira é: `Não. Esses livros são apenas os que devo ler semana que vem. Os que já li estão na Universidade.`A segunda resposta é: `Não li nenhum desses livros. Senão, por que os guardaria?`."
5 de ago. de 2010
Aprender a (vi)ver
2 de ago. de 2010
30 de jul. de 2010
Deus Me Proteja
Deus Me Proteja
Chico César
Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa.
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim
Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa.
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim
Caminho se conhece andando
Então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando
Vai só procurando
E acha sem saber
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído espalhar bem-querer
27 de jul. de 2010
Direitos humanos X Deveres humanos
Eu digo muitas vezes que o instinto serve melhor os animais do que a razão a nossa espécie. E o instinto serve melhor os animais porque é conservador, defende a vida. Se um animal come outro, come-o porque tem de comer, porque tem de viver; mas quando assistimos a cenas de lutas terríveis entre animais, o leão que persegue a gazela e que a morde e que a mata e que a devora, parece que o nosso coração sensível dirá «que coisa tão cruel». Não: quem se comporta com crueldade é o homem, não é o animal, aquilo não é crueldade; o animal não tortura, é o homem que tortura. Então o que eu critico é o comportamento do ser humano, um ser dotado de razão, razão disciplinadora, organizadora, mantenedora da vida, que deveria sê-lo e que não o é; o que eu critico é a facilidade com que o ser humano se corrompe, com que se torna maligno.
Aquela ideia que temos da esperança nas crianças, nos meninos e nas meninas pequenas, a ideia de que são seres aparentemente maravilhosos, de olhares puros, relativamente a essa ideia eu digo: pois sim, é tudo muito bonito, são de facto muito simpáticos, são adoráveis, mas deixemos que cresçam para sabermos quem realmente são. E quando crescem, sabemos que infelizmente muitas dessas inocentes crianças vão modificar-se. E por culpa de quê? É a sociedade a única responsável? Há questões de ordem hereditária? O que é que se passa dentro da cabeça das pessoas para serem uma coisa e passarem a ser outra?
Uma sociedade que instituiu, como valores a perseguir, esses que nós sabemos, o lucro, o êxito, o triunfo sobre o outro e todas estas coisas, essa sociedade coloca as pessoas numa situação em que acabam por pensar (se é que o dizem e não se limitam a agir) que todos os meios são bons para se alcançar aquilo que se quer.
Falámos muito ao longo destes últimos anos (e felizmente continuamos a falar) dos direitos humanos; simplesmente deixámos de falar de uma coisa muito simples, que são os deveres humanos, que são sempre deveres em relação aos outros, sobretudo. E é essa indiferença em relação ao outro, essa espécie de desprezo do outro, que eu me pergunto se tem algum sentido numa situação ou no quadro de existência de uma espécie que se diz racional. Isso, de facto, não posso entender, é uma das minhas grandes angústias.
José Saramago, in ‘Diálogos com José Saramago’
Fonte
22 de jul. de 2010
18 de jul. de 2010
"Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia"
11 de jul. de 2010
10 de jul. de 2010
Instrucciones para dar cuerda al reloj (Julio Cortázar)
Preámbulo a las instrucciones para dar cuerda al relojPiensa en esto: cuando te regalan un reloj te regalan un pequeño infierno florido, una cadena de rosas, un calabozo de aire. No te dan solamente el reloj, que los cumplas muy felices y esperamos que te dure porque es de buena marca, suizo con áncora de rubíes; no te regalan solamente ese menudo picapedrero que te atarás a la muñeca y pasearás contigo. Te regalan -no lo saben, lo terrible es que no lo saben-, te regalan un nuevo pedazo frágil y precario de ti mismo, algo que es tuyo pero no es tu cuerpo, que hay que atar a tu cuerpo con su correa como un bracito desesperado colgándose de tu muñeca. Te regalan la necesidad de darle cuerda todos los días, la obligación de darle cuerda para que siga siendo un reloj; te regalan la obsesión de atender a la hora exacta en las vitrinas de las joyerías, en el anuncio por la radio, en el servicio telefónico. Te regalan el miedo de perderlo, de que te lo roben, de que se te caiga al suelo y se rompa. Te regalan su marca, y la seguridad de que es una marca mejor que las otras, te regalan la tendencia de comparar tu reloj con los demás relojes. No te regalan un reloj, tú eres el regalado, a ti te ofrecen para el cumpleaños del reloj.
Instrucciones para dar cuerda al reloj
Allá al fondo está la muerte, pero no tenga miedo. Sujete el reloj con una mano, tome con dos dedos la llave de la cuerda, remóntela suavemente. Ahora se abre otro plazo, los árboles despliegan sus hojas, las barcas corren regatas, el tiempo como un abanico se va llenando de sí mismo y de él brotan
el aire, las brisas de la tierra, la sombra de una mujer, el perfume del pan.
¿Qué más quiere, qué más quiere? Átelo pronto a su muñeca, déjelo latir en libertad, imítelo anhelante. El miedo herrumbra las áncoras, cada cosa que pudo alcanzarse y fue olvidada va corroyendo las venas del reloj, gangrenando la fría sangre de sus rubíes. Y allá en el fondo está la muerte si no corremos y llegamos antes y comprendemos que ya no importa.
3 de jul. de 2010
Viviane Mosé
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando
muitas doenças que as pessoas têm são poemas presos
abscessos tumores nódulos pedras são palavras
calcificadas
poemas sem vazão
mesmo cravos pretos espinhas cabelo encravado
prisão de ventre poderia um dia ter sido poema
pessoas às vezes adoecem de gostar de palavra presa
palavra boa é palavra líquida
escorrendo em estado de lágrima
lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema
palavra suor é melhor do que palavra cravo
que é melhor do que palavra catarro
que é melhor do que palavra bílis
que é melhor do que palavra ferida
que é melhor do que palavra nódulo
que nem chega perto da palavra tumores internos
palavra lágrima é melhor
palavra é melhor
é melhor poema
receita para arrancar poemas presos:
você pode arrancar poemas com pinças
buchas vegetais. óleos medicinais
com as pontas dos dedos. com as unhas
com banhos de imersão
com o pente. com uma agulha
com pomada basilicão
alicate de cutículas
massagens e hidratação
mas não use bisturi nunca
em caso de poemas difíceis use a dança.
a dança é uma forma de amolecer os poemas
endurecidos do corpo.
uma forma de soltá-los
das dobras dos dedos dos pés. das vértebras
dos punhos. das axilas. do quadril
são os poema cóccix. os poema virilha
os poema olho. os poema peito
os poema sexo. os poema cílio
ultimamente ando gostando de pensamento chão
pensamento chão é poema que nasce do pé
é poema de pé no chão
poema de pé no chão é poema de gente normal
gente simples
gente de espírito santo
eu venho do espírito santo
eu sou do espírito santo
traga a vitória do espírito santo
santo é um espírito capaz de operar milagres
sobre si mesmo
para uma nova gramática:
imagine um sentimento água. um sentimento árvore.
uma agonia vidro. uma emoção céu. uma espera pedra.
um amor manga. um colorido vento sul. um jeito casa
de ser. uma forma líquida de pensar. uma vida paredes.
uma existência mar. uma solidão cordilheira. uma alegria pássaro em chuva fina. uma perda corpo.
acho que hoje acordei semente. tenho andado muito temporal. minha irmã vive um momento tudo. a vida
às vezes transborda pelos poros. me atinge um estado livro. aurora em meus joelhos. tem pessoas ponte.
algumas carregam a gravidade nas costas. já conheci gente
20 de jun. de 2010
Complexidades
18 de jun. de 2010
José Saramago 1922-2010

José de Sousa Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, 18 de Junho de 2010).
Um grande escritor, jornalista, romancista, poeta, contista, etc.
Impossível defini-lo, fácil amá-lo.Leia aqui,sua última postagem.
Saramago morreu aos 87 anos de idade.
Leia também aqui texto do escritor Cassionei Niches Petry
16 de jun. de 2010
13 de jun. de 2010
3 de jun. de 2010
19 de mai. de 2010
14 de mai. de 2010
Elogio da Dialética - Bertolt Brecht
ELOGIO DA DIALÉTICA (BERTOLT BRECHT)
A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".
13 de mai. de 2010
29 de abr. de 2010
12 de abr. de 2010
Keith Richards, do Rolling Stones, sonha ser bibliotecário
Keith Richards diz em autobiografia que sonha em ser bibliotecári
Enviado por: "Olivia" oliviausp@yahoo.com oliviausp
Dom, 4 de Abr de 2010 10:00 am
Roqueiro teria recebido US$ 7,3 milhões em antecipação por biografia.
O guitarrista Keith Richards, do Rolling Stones, tem o sonho secreto de ser bibliotecário, diz o próprio em uma autobiografia que está perto de ser publicada.
Segundo a edição deste domingo (4) do jornal inglês "The Sunday Times", o músico confessa no livro que, apesar de sua imagem de roqueiro, há anos cultiva uma paixão pelos livros e inclusive recebeu formação profissional para organizar os guardados em suas casas na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Em sua biografia, pela qual teria recebido US$ 7,3 milhões por antecipação, Richards explica que tentou aplicar um sistema que utilizam os bibliotecários para ordenar seus livros, entre eles muitos sobre a história do rock e a Segunda Guerra Mundial.
Além disso, Richards atuou como uma "biblioteca pública" ao emprestar exemplares de autores britânicos como Bernard Cornwell e Len Deighton para seus amigos, diz o jornal.
Segundo o "The Sunday Times", durante sua juventude na austera Inglaterra do pós-guerra, o roqueiro se refugiava na leitura antes de encontrar o blues.
Para Richards, "quando você cresce, há duas instituições que o afetam especialmente: a Igreja, que pertence a Deus, e a biblioteca, que pertence a você. A biblioteca pública é enormemente igualitária".
Fonte: CRB
http://g1.globo.com/Noticias/
10 de abr. de 2010
4 de abr. de 2010
Feriado de Pascoa



4ºInvictus .
5ºChico Xavier
3 de abr. de 2010
Invictus
Tradutor: André C S Masini
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
Copyright © André C S Masini, 2000
Todos os direitos reservados. Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa
2 de abr. de 2010
Terror vermelho
"Na sua engenhosidade, os métodos de tortura da *Cheka só se equiparam aos da Inquisição Espanhola. Cada repartição local da polícia política detinha uma especialidade. Em Kharkov, ficou famoso o "truque da luva", que consistia em mergulhar as mãos da vítima em água fervente, até que estivessem em carne viva e sangrando; então, os algozes arrancavam a pele, de preferência inteira, guardando-a como um troféu. Em Tsaritsyn, durante os interrogatórios, costuma-se serrar os ossos dos prisioneiros, e em Voronezh, eles eram encerrados em barricas crivadas de pregos, roladas de um lado para o outro. Em Armavir, apertavam-se os crânios com tiras de couro, produzindo dores insuportáveis nas têmporas e na nuca. Em Kiev, aquecia-se uma gaiola cheia de ratos presa ao tronco da vítima; querendo fugir, os bichos abriam caminho pelas entranhas do infeliz. Em Odessa, acorrentavam-se pessoas a pranchas e, lentamente, empurravam-nas em direção a uma fornalha, ou um tanque de água escaldante. No inverno, bastava jogar água sobre os corpos indefesos e nus, até que se tornassem estátuas de gelo. Muitos agentes preferiam a tortura psicológica, colocando os detentos diante de pelotões de fuzilamento e ordenando salvas de festim; ou os enterrando vivos; ou ainda, obrigando-os a se deitar em caixões, dividindo o espaço com cadáveres. Em alguns casos, eles assistiam seus entes queridos serem torturados, violentamente e mortos. Desnecessário dizer que não faltavam os sádicos (...)" (FIGES, 1999).HumanosHumanosHumanosHumanosHumanos.
A maioria dos agentes mais cruéis não eram russos, pois Lenin achava os russos "molengas demais". Eram poloneses, letonianos, armênios e judeus. A maioria deles jovens, adolescentes brutalizados pela Primeira Guerra Mundial, pela Revolução e pela Guerra civil.









Posted on 28/04/2010 by Antonio Ozaí da Silva
Confira: http://antoniozai.wordpress.com/2010/04/28/o-temor-em-relacao-ao-outro/
CANETTI, Elias. Massa e Poder. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, 487págs.Ver texto sobre a obra e autor, escrito por Francisco Foot Hardman, no bolg Literatura Política, disponível em http://literaturapolitica.wordpress.com/2010/04/28/massa-e-poder-de-elias-canetti-por-francisco-foot-hardman/.