12 de abr de 2010

Keith Richards, do Rolling Stones, sonha ser bibliotecário

Keith Richards diz em autobiografia que sonha em ser bibliotecári

Enviado por: "Olivia" oliviausp@yahoo.com oliviausp

Dom, 4 de Abr de 2010 10:00 am

Guitarrista do Rolling Stones diz que há anos cultiva paixão por livros.
Roqueiro teria recebido US$ 7,3 milhões em antecipação por biografia.
O guitarrista Keith Richards, do Rolling Stones, tem o sonho secreto de ser bibliotecário, diz o próprio em uma autobiografia que está perto de ser publicada.

Segundo a edição deste domingo (4) do jornal inglês "The Sunday Times", o músico confessa no livro que, apesar de sua imagem de roqueiro, há anos cultiva uma paixão pelos livros e inclusive recebeu formação profissional para organizar os guardados em suas casas na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Em sua biografia, pela qual teria recebido US$ 7,3 milhões por antecipação, Richards explica que tentou aplicar um sistema que utilizam os bibliotecários para ordenar seus livros, entre eles muitos sobre a história do rock e a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, Richards atuou como uma "biblioteca pública" ao emprestar exemplares de autores britânicos como Bernard Cornwell e Len Deighton para seus amigos, diz o jornal.

Segundo o "The Sunday Times", durante sua juventude na austera Inglaterra do pós-guerra, o roqueiro se refugiava na leitura antes de encontrar o blues.

Para Richards, "quando você cresce, há duas instituições que o afetam especialmente: a Igreja, que pertence a Deus, e a biblioteca, que pertence a você. A biblioteca pública é enormemente igualitária".

Fonte: CRB
http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1556331-7085,00-KEITH+RICHARDS+DIZ+EM+AUTOBIOGRAFIA+QUE+SONHA+EM+SER+BIBLIOTECARIO.html

10 de abr de 2010

4 de abr de 2010

Feriado de Pascoa

Adoro feriados e dias comemorativos, porque neles consigo ir além do meu dia a dia. Neste feriado não viajei e portanto, além das aulas de dança, festas, visitas prometidas e cumpridas, consegui terminar minhas leituras iniciadas no ano passado, atualizar meu blog e ainda assistir meia dúzia de filmes (regados de chá para emagrecer e chocolates para engordar) :
Conto de inverno







Invictus .
Chico Xavier
Um caso Sinistro
Como já tinha trabalhado com o tema : 'Gravidez na adolescência' com os alunos, resolvi, no domingo, excluir o arquivo de aula da área de trabalho do meu computador. De repente, leio a seguinte mensagem na tela: "Você não pode excluir este arquivo, ele está sendo usado por outra pessoa ou programa" olhei assustada para os lados instintivamente, e claro não havia ninguém... ou será que Emanuel também apareceu por aqui ? Valha-me meu Deus!!!

3 de abr de 2010

Invictus

Autor: William Ernest Henley (1849-1903). Escrito em 1875 e publicado em 1888.

De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


Copyright © André C S Masini, 2000
Todos os direitos reservados. Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa


2 de abr de 2010

Terror vermelho

"Na sua engenhosidade, os métodos de tortura da *Cheka só se equiparam aos da Inquisição Espanhola. Cada repartição local da polícia política detinha uma especialidade. Em Kharkov, ficou famoso o "truque da luva", que consistia em mergulhar as mãos da vítima em água fervente, até que estivessem em carne viva e sangrando; então, os algozes arrancavam a pele, de preferência inteira, guardando-a como um troféu. Em Tsaritsyn, durante os interrogatórios, costuma-se serrar os ossos dos prisioneiros, e em Voronezh, eles eram encerrados em barricas crivadas de pregos, roladas de um lado para o outro. Em Armavir, apertavam-se os crânios com tiras de couro, produzindo dores insuportáveis nas têmporas e na nuca. Em Kiev, aquecia-se uma gaiola cheia de ratos presa ao tronco da vítima; querendo fugir, os bichos abriam caminho pelas entranhas do infeliz. Em Odessa, acorrentavam-se pessoas a pranchas e, lentamente, empurravam-nas em direção a uma fornalha, ou um tanque de água escaldante. No inverno, bastava jogar água sobre os corpos indefesos e nus, até que se tornassem estátuas de gelo. Muitos agentes preferiam a tortura psicológica, colocando os detentos diante de pelotões de fuzilamento e ordenando salvas de festim; ou os enterrando vivos; ou ainda, obrigando-os a se deitar em caixões, dividindo o espaço com cadáveres. Em alguns casos, eles assistiam seus entes queridos serem torturados, violentamente e mortos. Desnecessário dizer que não faltavam os sádicos (...)" (FIGES, 1999).

Mas quem eram esses algozes? Monstros? Não!
HumanosHumanosHumanosHumanosHumanos.
A maioria dos agentes mais cruéis não eram russos, pois Lenin achava os russos "molengas demais". Eram poloneses, letonianos, armênios e judeus. A maioria deles jovens, adolescentes brutalizados pela Primeira Guerra Mundial, pela Revolução e pela Guerra civil.

*Cheka - polícia secreta soviética de 1917 a 1922 (mais tarde transformada em OGPU, NKVD e KGB); o nome por extenso da Cheka era Comis/são Extraordinária de Todas as Rússias para Combater a Contra-revolução e a Sabotagem.