25 de out de 2009

23 de out de 2009

Cliq... Ícaro

A queda de Ícaro


Ícaro - Jazz Matisse

Quero viver a vida, dias felizes felizes, voando na direção do destino que eu quiser ... não qualquer .

Matisse/Jazz 1 dos livros ilustrados mais famosos do séc. XX.

18 de out de 2009

Ausência


"Um poeta escreveu: com a ferida vermelha o pássaro branco voa para o céu azul." João Paulo Lorenzon

15 de out de 2009

Nós

"Quando, velhos e tristes, na memória
Rebuscamos a triste e velha história
dos nossos pobres corações defuntos,

que estes versos, nas horas de saudade,
prolonguem numa doce eternidade
os poucos mêses que vivemos juntos

Eu não sei quem tu és. Sonhei-te linda
amei-te em sonho e vivo neste sonho.
Para encontrar-te numa das infindas
pus-me a caminho, pálido e tristonho

Tu não sabes quem sou. Sonhas-me ainda
a alma triste dos versos que componho.
E, suspirando pela minha vinda,
pulsa, em teu peito o coração risonho".

Autoria: Guilherme de Almeida.

11 de out de 2009

Funâmbulo

"Existem dois tipos de equilibrista, o aramista e o funâmbulo. O aramista é aquele equilibrista alegre, que anda sobre um fio em baixa altura, vem divertir o público, usa proteção e é esse que em geral vemos no circo. O outro amarra seu fio nas alturas, em lugares perigosos, nunca usa proteção, não vem divertir o público e é conhecido como o Funâmbulo.

6 de out de 2009

LEARN SOMETHING EVERY DAY

Importa é aprender, do absurdo ao banal, do impossível ao real...

Você sabia? que...
"Charlie Chaplin certa vez tirou terceiro lugar num concurso de sósias de Charlie Chaplin."

4 de out de 2009

Quase lá


Tá chegando,
tá quase chegando a hora ....
tudo que é bom, vem e vai no agora, sem demora.

"Nuvens brancas passam em brancas nuvens * Tudo claro, ainda não era dia, era apenas raio * Poema, o par que me parece * Sou legal eu sei, agora só falta convencer a lei. Sou real eu sei, agora só falta convencer o rei * Não fosse isso e era menos não fosse tanto e era quase * Kami Quase. Leminski "

3 de out de 2009

O grande ditador

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido...

2 de out de 2009

Bibliotecárias

Álvaro de Campos
Lisbon Revisited
(l923)
"NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!"

1 de out de 2009

Palavras afiadas

Pouco importa o tamanho da palavra,
se ela invade,
fere,
rasga,
mata!

Pouco importa o tamanho da afronta
na frente, no front,
confronto
desgosto!

É brutal
é fatal
a palavra dura
que se traduz,
desafinada
desafiando
bem afiada

Causando tristeza e dor
amargura, desalento,
lamento com dissabor