15 de ago de 2012

Garota do Trombone

Hoje, quase que o Zé fica internado no Hospital Santa Cruz, exames, raio-X, ecografia detectaram possibilidade de apendicite aguda. Como são apenas possibilidades... ele retornou para casa.
Enquanto ele descansa, 'dormindo o sono dos justos', eu termino de ler "A garota do trombone", estou muito cansada. Estou em férias, mas particularmente hoje, foi um dia de cansaços e de atrasos para mim.

"As horas não têm a menor importância. A gente sempre chega tarde ao que realmente tem importância." (Skarmeta, 2003, p.55).

"Uma espécide de suspiro profundo me acalmava e me proibia de chorar. Na época, eu não conhecia as palavras para descrever exatamente esse suspiro. Mas agora sei dizer que o que eu sentia dentro de mim era o grande nada: a presença de uma distância que fere todas as coisas quando falta o sentido e o fundamento." (Skarmeta, 2003, p.65).


"Você já reparou que existem na vida pessoas que carecem de acentos? [...] Tão previsíveis como as fases da lua, cem por cento constantes."  (Skarmeta, 2003, p.160).
"O homem esticou a vara de seu trombone até o limite, e de um salto que eu diria angelical a menina dependurou-se no instrumento, e balançando-se feito uma trapezista mandou , com um gesto, que o homem começasse a tocar." (Skarmeta, 2003, p.9).

A 'garota do trombone' é continuação de 'As bodas do poeta', narrativa que conta a partida do clã da costa da Malícia, em direção à América durante a Guerra.

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