8 de ago de 2009

Ainda sobre A Peste

"... agora aceitavam a confusão. Sem memória e sem esperança, instalavam-se no presente. Para eles, tudo na verdade se tornava presente. É preciso dizer que a peste suprimira em todos o amor e a amizade. Porque o amor exige um pouco de futuro - e já não havia para nós senão instantes... " Albert Camus. A peste

"Gosto mais dos vencidos que dos santos. O heroismo e a santidade não me atraem, desejo ser um homem."p.234

"Ouvindo o rumor alegre da cidade, Rieux pensava que essa alegria estava sempre ameaçada. A multidão festiva ignorava o que se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece, fica dezenas de anos a dormir nos móveis e nas roupas, espera com paciência nos quartos, nos porões, nas malas, nos papéis, nos lenços - e chega talvez o dia em que para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acorda os ratos e os manda morrer numa cidade feliz." p. 281

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