5 de ago de 2009

Um diário do ano da peste

"Todo mundo tinha a morte à sua porta, muitos na sua própria família, sem saber o que fazer ou para onde fugir. Isso acabou com toda compaixão. Autopreservação, na verdade, parecia ser a primeira lei. As crianças fugiam de seus pais abatidos pelo pior sofrimento. Em alguns lugares, embora não tão frequentemente como em outros, pais fizeram o mesmo com seus filhos. (...)
Não dá para ficar muito surpreso: o perigo da morte imediata nos tirou o sentido do amor e de toda consideração para com o próximo." pág.135

Defoe, Daniel. Um diário do ano da peste.

"Terrível peste este em Londres
no ano de sessenta e cinco
cem mil almas levou consigo
mesmo assim, estou vivo!"


"Mas ninguém consegue explicar o poder do medo quando ele toma conta da mente." pág. 272

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